Saudade de ver a primavera a chegar, mesmo sabendo que as flores brancas no campo não mudaria nada em mim. Saudade dos meus medos, mesmo que eles não tenham aumentado a minha dor. Tenho saudade dos meus sonhos, mesmo que a realidade fizesse deles frustações. Saudade de gritar, chorar, mesmo sabendo que isso não me traria beneficio algum, apenas dores de garganta e olhos inchados de tantas lágrimas derramadas, que me escorriam pela face. Mas o choro pode ser a salvação da alma que está a ser afogada. Sinto saudade de comer doces às escondidas, mesmo sabendo que eles não iriam adoçar a minha vida. Saudade de subir àrvores, brincar na lama, sujar a roupa, tocar à campainha dos vizinhos, brincar às escondidas, polícia e ladrão, correr, rir, saltar, no fundo, ter a minha liberdade de criança!
Sinto saudade da vontade de ser feliz, mesmo que não visse caminhos para a felicidade.
Hoje, sinto saudade de mim, saudade de viver, mesmo que a vida fosse uma farsa.

Tenho saudades de ser aquela criança frágil, doce, terna...!
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